sábado, 9 de novembro de 2013

Um filho

9 semanas

Há um pouco mais de duas semanas fiz o teste do Beta HCG e constatou minha gravidez. Aquele dia do exame foi o dia que misturou medo e felicidade ao mesmo tempo. Será que me precipitei? Será que deveria esperar mais um tempo? Não, não tinha que esperar mais nada. Era pra ser agora, era pra ser agora e não poderia estar mais feliz do que hoje. Serei mamãe, terei um bebê, uma pessoinha que vai olhar pra mim e me chamar de mãe. Porque medo? Será amado, será bem vindo, e não vou abrir mão dessa emoção.
E foi assim que vivi o momento. Cheio de emoções e lembranças dolorosas, eu decidi que viveria cada minuto dessa gestação. Não me importaria quem gostasse, quem não aceitasse, quem criticasse, era meu filho, era meu momento e eu estava disposta a vivê-lo intensamente, nem que sozinha com o Rafael.
Decidimos que só revelaríamos aos amigos depois de revelar aos familiares (lembrando que, pra mim, familiares se resumia ao pessoal daqui de casa mesmo) e daí comecei a ficar preocupada com a reação das famílias com a notícia, já que estávamos juntos somente há alguns meses. Isso realmente me preocupou de verdade. Mas aí, pra meu alívio, a notícia foi muito bem recebida por todos e a partir daí pude constatar minha aceitação na família do Rafael.

De todas as pessoas que reagiram ao saber da notícia a que mais me emocionou, sem dúvidas, foi minha mãe. Nunca fiquei tão preocupada com a reação de alguém quanto a dela e quando cheguei em casa e a vi, não sabia nem por onde começar. Mas depois acabei falando pois não tinha uma outra forma de falar se não falar (risos). E ela chorou feliz, e eu chorei feliz e o Rafael ficou feliz e uma sensação feliz pairou naquela cozinha naquele dia.
No mesmo dia eu contei pra todos os meus amigos e todo mundo ficou sabendo da novidade.
Agora é só curtir, cuidar e esperar a chegada da pessoinha mais importante da minha vida e que já me trás felicidades desde o "positivo".

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